O amoze, não entende como alguém pode gostar de tapioca. E, eu não
entendo como pode um homem não gostar de futebol. Ele não apenas não curte.
Ele, não tá nem aí pra “coisa”. Numa tapiocaria, enquanto a moça preparava meu
pedido, conversava animada sobre a copa do mundo. Falou sobre o jogo da
Argentina e o amoze respondeu como se tivesse conhecimento. Eu, fiquei até
orgulhosa e pensei: _Ó o amoze, tá sabendo dos jogos da copa!! Pergunto pra ele
de canto de boca: __Contra quem a Argentina jogou?? E, ele me responde também
falando disfarçadamente pra moça não ouvir: __Não sei!!
Por um momento...apenas um momento, achei que ele andava assistindo ao
jogos.
Já desisti de um dia vê-lo chegar em casa, cansado, suado, com a
chuteira nas costas depois de uma partida de futebol. Não tenho mais essa
fantasia. Até porque o amoze não tem e nunca teve uma chuteira mesmo! Já transferi isso pro Arthur. Que vai gostar de futebol. Ha vai!!!!
Sim. Existe uma certa
frustração minha nessa declaração
Aprendi a gostar de berço. Filha orgulhosa de um homem que poderia ter sido um craque da
seleção. Foi um craque em times que eram conhecidos por “Time do Basílio, do
Arruda, Agua dos Patos, Escolinha, jogou contra os Baianos, Pereira, Fazenda
Sete Mil e tantos outros.
Se eu não fui o piázinho que meu pai esperava, ele não se importou, pois
eu era sua “companheirinha” , meu paizinho era
o meu craque, fazia gols para mim, assistíamos jogos juntos!
Se, não consegui contagiar o amoze, também não fui totalmente
contaminada por sua apatia a bola. Não assisto mais a jogos do campeonato
brasileiro, mas a copa do mundo, pelo menos, os principais sim.
Fui uma criança que em dias de torneio, ficava a tarde toda num campo de
futebol. Tudo bem que a minha maior motivação eram os picolés. Quando eu via a
comemoração de um gol, eu sempre olhava pro campo, pois se fosse o pai que
tivesse feito, tinha um thauzinho pra mim! Então, como não gostar? Agora é
esperar pra receber outros tchauzinhos depois de gol marcado, só que agora
do meu filho, porque do marido: é ruim
hein?!!
E, é para do avô de Jardim, o senhor Zé Português que o Arthur herdou o gosto e a intimidade pela bola. Para alegria da mamãe, que já tá pensando numa chuteira número 29!!




