sábado, 28 de junho de 2014


Sei que não tenho como avaliar o grau de nervosismo de se ir pra decisão nos pênaltis. É uma responça gigantesca! Pode ser definido o futuro profisional, a vida, escrevesse o nome na história como um herói ou um azarão. Mas, chorar..? Por que a decisão foi pros pênaltis? Se fosse a final poderíamos ter visto jogador se suicidando ao estilo Didi Mocó!
Você está sendo resgatado por soldados em uma zona de conflito e o comandante da missão cai no choro o que vai passar pela sua cabeça? Se for uma pessoa otimista dirá: __Vou morrer! Do contrário será: __Tô morto!!

Ao acordar na UTI após uma cirurgia todos os que te visitam choram. Quando o último sair se vc for católico vai olhar pra porta e esperar o cara da extrema unção entrar. Se não, vai entregar a vida pra Jesus  umas quatro vezes para não ficar dúvidas e ficará com medo de fechar os olhos. Vá que não abre mais?
          Vi o choro, pensei: lascou-se!! Já era! E, quando o vizinho soltou rojão no gol adversário, (por favor, a pessoa é brasileira, mora no Brasil e gasta seu tempo, energia e dinheiro pra comprar fogos e soltar pro time adversário) nem me passou pela cabeça saber se um rojão explode dentro de um corpo humano. Pensei foi no tanto que ele deve ter rido quando viu o choro. Ser craque, não é apenas fazer ou defender. É passar pela prorrogação e ir para os pênaltis, com altivez de super _homem. É ser atleta, guerreiro, herói o que quiserem ser. Pra mim torcedora brasileira, fico em paz se forem apenas macho.  E, macho chora sim. E, muito!! Abre o berreiro pra valer, só que de emoção por ter vencido!
__Ô pessoas não chorem! Não nos façam sofrer mais ainda. ( Vá que isso chegue até eles, nunca se sabe).

Com choro, vizinho sem noção e amoze dormindo foi emocionante; Afinal eu tenho uma bandeira, um apito e pude gritar: GGOOOLLLL!!!!

 

quinta-feira, 26 de junho de 2014


Números 23.19 Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CRÂNIO_ ENCEFÁLICA

CONCLUSÃO DO LAUDO: Estudo comparativo com exames anteriores demonstra estabilidade dos achados de imagem.

Acredito que Deus permita que eu tenha sintomas chatos para que eu não me esqueça de onde fui tirada. Quando meu pé “trava” e tenho que me amparar nos móveis, me lembra que eu não ficava sequer em pé. Quando minha boca “trava” e não sou entendida, me faz lembrar de quando eu me comunicava com “sim” e “não” através de piscadelas. Quando tenho dificuldade de enxergar me lembra de quando eu via tudo duplicado, de quando eu olhava pela janela do carro e os outros automóveis não estavam no chão e sim passavam acima do carro que eu estava, como se voassem. Achou isso doido? Doido mesmo era eu olhar para a casa do vizinho e a casinha do cachorro dele estar em cima da casa! Isso era doido!! Tive que aprender a separar a pira visual da realidade.

Só que a minha pouca fé, já imagina que é a doença se manifestando, quando tenho esses episódios de travamento. Daí tenho que ler no laudo “estabilidade”, para voltar a confiar no milagre. Dá até vergonha...

Nesta minha última visita ao neuro, ele mais uma vez ressaltou que ainda não viu um caso como o meu. Me lembra que “não era pra eu estar lá”. Andando, conversando, falando pra ele ficar quieto pra eu falar!! Sendo eu. A Val!

Aí, se volta pra casa com o pensamento idióta de: nossa o milagre contínua! E, a alternativa que resta é envergonhada, pedir perdão a Deus!! E escrever no blog para demonstrar como podemos ser  ingratos e duvidar de Deus.

quarta-feira, 18 de junho de 2014


O amoze, não entende como alguém pode gostar de tapioca. E, eu não entendo como pode um homem não gostar de futebol. Ele não apenas não curte. Ele, não tá nem aí pra “coisa”. Numa tapiocaria, enquanto a moça preparava meu pedido, conversava animada sobre a copa do mundo. Falou sobre o jogo da Argentina e o amoze respondeu como se tivesse conhecimento. Eu, fiquei até orgulhosa e pensei: _Ó o amoze, tá sabendo dos jogos da copa!! Pergunto pra ele de canto de boca: __Contra quem a Argentina jogou?? E, ele me responde também falando disfarçadamente pra moça não ouvir: __Não sei!!

Por um momento...apenas um momento, achei que ele andava assistindo ao jogos.

Já desisti de um dia vê-lo chegar em casa, cansado, suado, com a chuteira nas costas depois de uma partida de futebol. Não tenho mais essa fantasia.  Até porque o amoze não tem e nunca teve uma chuteira mesmo! Já transferi isso pro Arthur. Que vai gostar de futebol. Ha vai!!!!
Sim. Existe uma certa frustração minha nessa declaração
Aprendi a gostar de berço.  Filha orgulhosa de um homem que poderia ter sido um craque da seleção. Foi um craque em times que eram conhecidos por “Time do Basílio, do Arruda, Agua dos Patos, Escolinha, jogou contra os Baianos, Pereira, Fazenda Sete Mil e tantos outros.

Se eu não fui o piázinho que meu pai esperava, ele não se importou, pois eu era sua “companheirinha” , meu paizinho era o meu craque, fazia gols para mim, assistíamos jogos juntos!

Se, não consegui contagiar o amoze, também não fui totalmente contaminada por sua apatia a bola. Não assisto mais a jogos do campeonato brasileiro, mas a copa do mundo, pelo menos, os principais sim.

Fui uma criança que em dias de torneio, ficava a tarde toda num campo de futebol. Tudo bem que a minha maior motivação eram os picolés. Quando eu via a comemoração de um gol, eu sempre olhava pro campo, pois se fosse o pai que tivesse feito, tinha um thauzinho pra mim! Então, como não gostar? Agora é esperar pra receber outros tchauzinhos depois de gol marcado, só que agora do  meu filho, porque do marido: é ruim hein?!!
E, é para do avô de Jardim, o senhor Zé Português que o Arthur herdou o gosto e a intimidade pela bola. Para alegria da mamãe, que já tá pensando numa chuteira número 29!!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Fazendo bolo de fubá, após colocar todos os ingredientes no liquidificador, fui até a receita e conferi, para ver senão havia esquecido de algum item. Tudo certinho! Bati, acrescentei o fermento e coloquei na forma.

Depois de uns 10 minutos que estava assando, estava arrumando a bagunçinha da mesa e peguei um pote e me questionei__O que é isso?? __Oooooh Nãããõoooooooooooo!!!! O fubá e a farinha, esqueci de colocar. Separei, misturei os dois para peneirar e esqueci!!!
Pânico!! Desliga o forno, pega forma, despeja de volta no liquificador para acrescentar esses dois ingredientinhos que faltaram!

Não ficou saboroso como os anteriores, mas deu pra comer. O amoze me pediu para não contar pra ninguem. Não contei. Só escrevi!

terça-feira, 10 de junho de 2014


Sabe aqueles dias em que um sentimento enorme invade o coração e não importa o que se esteja fazendo, não se esquece? Hoje eu estou assim: completamente tomada, diria transbordante de gratidão!
__Pensem numa pessoa que tem “estrada” em coletar sangue para exames?__ Euzinha!
 Ha alguns dias na minha ultima desconfortável e sempre dolosa coleta, me encantei pela profissional, pois não senti nada. Nada mesmo! Senti apenas a pressão da amarra no braço, nada além disso. Peguei o nome dela e anotei, pois o dia que fosse necessário que o Arthur fizesse, gostaria que fosse com ela.
Pois bem: esse dia, chegou muito rápido e hoje o Arthur com 03 anos fez sua primeira coleta de sangue. Não foi necessário segura-lo, não chorou. Ficou observando “o truque” que a moça estava fazendo para tirar tinta do braço dele.
Foi ao encontro do papai todo orgulhoso mostrar o adesivo de desenho que a moça colocou no braço dele. E, avisou: para ganhar um igual tem que tirar tinta do braço!!
Isso é Deus cuidando de nós e dos nossos nos
detalhes!