quinta-feira, 22 de maio de 2014


Arrependimentos. Quem não os tem? Por não ter feito. Por ter feito, ou por não ter feito melhor. Nos arrependemos de condutas, de escolhas, de palavras ditas em um momento de ira. Quem nunca reviveu uma situação, falando pra si mesma, repetindo o diálogo da maneira que pra nós soa mais apropriado .

Arrependimento. Tenho muitos! Coisas que se me fosse permitido voltar no tempo, eu mudaria, traçaria novos caminhos. Como por exemplo o investimento na vida profissional, aproveitaria ao máximo o gosto que sempre tive por estudar, por estar em uma sala de aula. Me preocuparia com minha aposentadoria e hoje estaria sussi com um excelente benefício. Mas, o que realmente eu mudaria, faria diferente, seria ter tido filho já no inicio do casamento, assim eu teria tido tempo de ter mais antes de ficar dodói.

O amoze, gosta de dizer que não existe “se”. Na minha vida existe um sim! “Se” tem uma coisa que nunca terei arrependimentos, será de não ter aproveitado a infância do Arthur, de não ter curtido com ele, brincado, perdido meu tempo com essa vidinha que Deus me deu.

É, disso que quero falar. De tempo com os filhos. Eles podem pedir brinquedos, passeios, guloseimas, mas tudo o que eles anseiam e ficam felizes é quando damos nosso tempo a eles. Sente no chão para brincar e veja a felicidade em seus rostinhos. Vá para a frente da TV e assista um episódio da Pepa, tire sarro dos porquinhos, imite-os. A única coisa que vai precisar e que irá gastar é o teu tempo. E o tempo como já sabemos é cruel! Cruel, porque não volta. Uma vez passado. Passou. Já era!

Nós mulheres teremos a vida toda, roupa suja no sexto, louça na pia, armário bagunçado. Agora, essa pessoínha, tão dependente logo cresce. Loguinho irá até sentir vergonha de nós. Não demora nada e não seremos mais vistas como uma super mamãe. Então, vamos aproveitar e fazer tudo que podemos agora, pois pode acontecer de que quando pudermos fazer já não seja importante pra eles!

Falo isso com a “autoridade” de quem praticamente morreu e por misericórdia de Deus pode agora “perder” o tempo com o filho, pois minha escala de valores e prioridades foram reorganizadas.
Saudade? Terei sempre. Tenho agora, nesse instante. Arrependimentos? Não!